Ministério da Cultura, Governo do Estado do Espírito Santo, Petrobras e BNDES apresentam:


Última noite de exibição das mostras competitivas do 21º Festival de Vitória

Acima imagem da sessão da 1ª Mostra de Animação, uma das exibições do penúltimo dia do Festival de Vitória –  21º Vitória Cine Vídeo

17/09/2014

A noite dessa terça-feira (16) marcou o último dia de exibições de curtas e longas-metragens em competição nas Mostras Corsária, de Curtas e de Longas-metragens do Festival de Vitória – 21º Vitória Cine Vídeo. Os filmes premiados serão anunciados na noite de hoje, quarta-fira (17), às 21 horas, no Theatro Carlos Gomes. Os apresentadores da penúltima sessão do Festival foram Bruno Torres e Renata Rasseli.

A terça-feira também contou com novidades para o público, que conferiu a primeira edição da Mostra de Animação, uma janela de exibição que trouxe um panorama das temáticas e das técnicas presentes no cinema de animação brasileira com uma seleção de nove curtas-metragens produzidos entre 2013 e 2014 por realizadores da Bahia, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Aberta ao público em geral, a Mostra, que teve início às 15 horas, também contou com a presença de estudantes de três escolas: o Instituto Gênesis, e as escolas estaduais Maria Ortiz e Aristóbolo Barbosa Leão. As amigas Ingridy Teodoro, 16, e Lidiamara Silva, 17, alunas do Gênesis, foram pela primeira vez ao Theatro Carlos Gomes e ficaram encantadas. “Eu ouvia falar de como era aqui e que costuma ter muita coisa legal”, conta Ingridy, que assim como a amiga, gostou muito do filme ‘A pequena vendedora de fósforos’. A turma realizou uma aula de campo no cinema e depois irá realizar atividades em sala de aula com base nos filmes assistidos. “São filmes diferentes, mas muito legais e que eu não veria em outro lugar. E ne sabia que existia filme de curta duração assim”, fala Lidiamara.

Ao final da sessão, o público votou no filme preferido para levar o Troféu Malin Azul de Júri Popular.

Mostra Corsária

Em seguida, o público e o júri conferiu os últimos cinco filmes de um total de 16 curtas-metragens que disputa o Troféu Corsário pela 3ª Mostra Corsária. Três deles levam o prêmio e serão conhecidos na noite desta quarta-fera (17). Foram exibidos os curtas “Na realidade”, uma produção carioca dirigida e roterizda pelo capixaba Rodrigo Bitti com a temática da morte; “A estrada é um delírio”, do mineiro Dellani Lima; “Multidões”, uma ficção da cearense Camila Vieira; seguido por “O uivo da carne na terra da luz”, do também capixaba Eduardo Madeira; e fechou com a prdução pernambucana “Estudo em vermelho”, de Chico Lacerda.

Um dos destaques de crítica foi o curta de Camila Vieira, “Multidões”, que trata de uma forma antinaturalista o tema da violência por meio da ficção. A ideia partiu de uma inquietação minha sobre o tema da violência num sentido mais geral, de que a cidade é violentada todos os dias, de que as pessoas também de alguma forma se contaminam por essa violência. A nossa discussão central foi em torno das atrizes principais e o preparador do elenco de como iríamos tratar da violência sem ao mesmo tempo naturalizá-la. Então trouxemos uma pesquisa antinaturalista de intepretação, de posição desses corpos no espaço da cena. Levamos cinco meses de preparação para chegar a esse estado de corpo, que foi construído dentro da sala de teatro. Eu tinha um roteiro do filme, mas não entreguei esse roteiro pra as atrizes, elas não conheciam os diálogos previamente. Assim, todas as cenas que vemos no filme foram levantada na sala de ensaio. enquadramentos, movimentos, não estavam previamnete no roteiro. Nosso trabalho de direção foi mais de aperfeçoar os movimentos que os atores nos traziam de propostas, é uma direção compartilhada. Essa desconstrução e antinaturalismo pelo corpo é um caminho que estou pesquisando para os meus próximo filmes também. A partir do ‘Multidões’, montamos o coletivo “Palinoia flmes” para profundar a pesquisa em torno desse corpo”, comenta Camila.

Estreias de curtas

A sessão da 18ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas trouxe duas produções capixabas em estreia no circuito de festivais para o público:  “No devagar depressa do tempo”, de Eliza Capai, e “Guerra Fria”, de Paulo Sena. Também foram exibidas as ficções “Jardim Tókio”, do paranaense Rodrigo Grota e “Casa forte”, de Rodrigo de Almeida.

Os filmes selecionados na 18ª Mostra Competitiva Nacional de Curtas concorrem ao Troféu Marlin Azul em 11 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro, Melhor Concepção Sonora, Melhor Montagem, Melhor Direção de Arte, Melhor Atriz, Melhor Ator, Prêmio Especial do Júri e Prêmio do Júri Popular. A Cerimônia de Premiação acontece hoje, às 21h, no Theatro Carlos Gomes.

Um ícone do rádio brasileiro

Na sequência, às 21 horas, o público assistiu ao longa-metragem “Cauby – Faria Tudo Outra Vez” que apresenta a trajetória de 60 anos de Cauby Peixoto. O filme concorre com outras cinco produções aos prêmios do 21º VCV, entre eles o Troféu Marlin Azul do Júri Popular e os prêmios concedidos pelo júri. Cauby é uma lenda em sua própria época e último expoente de uma época de grandes cantores revelados na era de ouro do rádio. Para muitos críticos e colegas de profissão, é o maior cantor brasileiro de todos os tempos; um artista que, nas palavras de Maria Bethânia, “ensina o mundo a cantar”.